22 de dezembro de 2015

31 de outubro de 2015

Vale night

Roberta se olhava no espelho e passava batom enquanto o filho assistia à televisão e o marido lia no sofá. Aos quarenta anos, dez de casada, a mulher já tinha perdido qualquer pudor em usar batom vermelho. O marido, ao ver a mulher pronta fez uma cara de “você está linda e estou com ciúmes, mas estou gostando” que ela adorava. Aliás, um joguinho entre eles: ela se arrumava e ele admirava. Gostava de ver a mulher bonita e pensar “é toda minha”. Roberta se divertia com o deleite do marido. A mensagem no celular de Roberta avisou que as amigas já estavam na portaria do prédio esperando-a. Esta noite a mulher iria sair enquanto o marido ficava em casa com o filho. Ela nem se lembrava a última vez em que fez algo do tipo. Depois de várias taças de espumantes, as amigas decidiram esticar a noite em uma boate não muito longe do bar. Afinal não é todo dia que esses encontros acontecem. Um lugar bem pequeno, escuro e quente. Cheio, bem cheio. A faixa etária do lugar, Roberta observou de imediato, era um pouco abaixo da sua. Barbudos (ela não sabia que estavam na moda!), moderninhas malvestidas, mas ainda assim, uma diversidade interessante de cheiros e cores e formas. A música estava ótima e Roberta aproveitou para dançar tudo o que seu marido não dançava. De repente, num rodopio mais ousado na pista, ela viu um casal bem ao seu lado, encostado na parede. ” Uau! Eles estavam se agarrando! ” As pernas do homem encaixadas nas pernas da menina, aqueles beijos no pescoço e as mãos dele entravam por baixo da saia dela. Roberta ficou tensa. Bem, tensa não seria a palavra exata, talvez excitada seja mais adequada para o que estava sentindo. Foi ao bar comprar água. Quando voltou deu de cara com duas mulheres lindíssimas dançando uma coreografia sexy e se beijando. Roberta ficou com as bochechas quentes e seu corpo todo arrepiou. Ela percebeu que, inesperadamente, a música mudou e tudo ficou muito sexual naquele lugar. Uma atmosfera cada vez mais quente embriagou Roberta. “Será que só eu estou sentido este cheiro de sexo no ar? ” A mulher se viu rodeada de corpos suados, mãos atrevidas, lábios, nucas. Sentiu que alguns homens, e, também mulheres, tentavam uma troca de olhares, mas Roberta sinalizou com negativas. Não estava preparada para aquilo que, mais parecia um filme, uma dança antiga onde as regras e a sociedade eram infinitamente mais avançadas, ou corajosas. “Aquele lugar foi transformado num estalar de dedos em um oásis de liberdade ou libertinagem?!” Roberta viu perto do caixa um homem e uma mulher, ela já sem a blusa e ele com as calças abaixadas. “Eles vão transar aqui?!” Ela reagiu com horror nos três primeiros segundos, mas após o susto sentiu muito desejo naquela cena. Andou um pouquinho meio trôpega e viu uma moça bonitinha indo em direção ao casal exibido. A moça começou a beijar a outra enquanto suas mãos se estendiam em sentido à coxa do homem. Roberta apoiou a cabeça nas mãos e sentiu seu corpo estremecer e a cabeça a girar. “Que libertação! Essas pessoas não se sentem envergonhadas? ” Ainda um pouco atordoada se sentou em um banco perto do banheiro. Respirou. Tirou uma neosaldina de dentro da bolsa, tomou com um gole grande de água. Então fez como uma câmera fotográfica e, num ângulo panorâmico, enxergou todo aquele lugar. Roberta quase engasgou quando percebeu que praticamente todas as pessoas estavam se beijando e se acariciando e tantas outras até um pouco mais que isso. Os dois homens que ela tinha achado charmosinhos estavam se pegando bem em frente a escada enquanto duas ou três pessoas os observavam. Aquelas mulheres bonitas agora eram dois casais. Lindas e se beijando como se não houvesse amanhã. O barman, deitado em cima do balcão, abraçava duas mulheres seminuas, uma em cada lado, e protagonizavam um ardente beijo a três. Pii pii pii. Roberta levanta a cabeça e abre os olhos assustada. Está suada, em sua cama. O celular arrancou a mulher daquele lugar no meio da madrugada. Ela olha para o lado e vê seu marido dormindo. Subitamente aquele sonho passa como um raio em sua mente e faz sua respiração acelerar. Coberta de suor e excitação, Roberta desperta o marido de um jeito atrevido e os dois começam a transar enlouquecidamente, o que se estende pelo resto da noite. Ela e o marido, há muito tempo, não têm uma noite tão quente. Na manhã seguinte o marido acorda cedo, traz o café na cama e recomeçam. Deliciosa realidade.

24 de setembro de 2015

Lola e Artur - Queime depois de ler



Atenção. O que você vai ler agora poderá deixá-la nervosa, enjoada ou louca para transar. Vou contar sobre o relacionamento de Lola e Artur, mas, já aviso que esta, definitivamente não é uma história de amor. Lá estava Lola, com sua roupinha de ginástica e rabo de cavalo na fila da padaria pensando no final daquele filme de ontem. Ainda na fila, olhou para a loura que esperava no balcão de frios e fez uma comparação rápida de como os anos foram mais cruéis com a moça do que com ela. Sempre ouvia “está ótima para a sua idade”, mas tinha alguma dúvida se aquilo era um elogio.

Já abrindo a porta do carro, resolveu voltar e passar na locadora no outro lado da rua. Sim, ela ainda é da época de locadora de DVD e acha muito cool não perder antigos hábitos. Foi lá que viu Artur pela primeira vez. Altíssimo, cabelos ligeiramente cacheados (alguns anos a menos que ela), com tatuagens espalhadas pelo corpo - lindo. Bem, se Gabi, amiga da Lola estivesse ali diria “Credo! ”. Lola riu com os olhos só de pensar na expressão de horror da amiga. Realmente Artur não era o perfil de homem que mais lhe atraía. Ele estava atendendo a um cliente (percebeu que Artur era o dono da locadora) e ela não conseguia tirar os olhos dele. Artur até percebeu, mas fingiu que o interesse dela estava em sua explicação sobre “Interestelar”.

Com o coração na garganta e as bochechas quentes, Lola foi pegar água no bebedouro. “Isso acontece só com adolescentes?!” A mulher estava com a cabeça e cada célula do seu corpo abalados. Pensou, (ela sempre pensava, e logo agia como quem não pensa) olhou a sua volta e abordou Artur. Perguntou sobre alguns filmes. “Como ele é educado apesar de pouca idade! ” Ela nunca imaginou que fosse se interessar por alguém como ele. Para uma mulher resolvida e de bem com a vida como Lola, que mal faria um pouco de emoção! Não me pergunte como e nem me fale que talvez tenha sido precipitado. Lola não gosta de dar muitas explicações. ... Fato é que saiu da loja com o número dele! Quando o seu coração vibra daquele jeito, ah! Nem o céu é o limite! E ela já não sentia seu coração, nem seu corpo com tamanha euforia há um bom tempo. 

Enfim, o que sei (e só posso contar o que me foi dito) é que em duas semanas de conversa no WhatsApp, Lola marcou o primeiro encontro. Ela já estava na idade de saber que o melhor da festa é esperar por ela e blá blá blá. Só que Lola nunca, nunca mesmo foi daquelas de sorver o momento delicadamente. Sua vida é e, será até o túmulo, (ela quem disse isso em um email) de entrega total, até a última gota. Combinaram num sábado à tarde. Foram a um Café. 

Ela foi de água com gás e ele suco de caju. Conversaram sobre amenidades e se beijaram já na saída e cada um foi para sua casa. Essa noite Lola quase não dormiu. Excitadíssima e tensa. Ele não tinha nada a ver com ela. Marcaram novo encontro. E desta vez com muito sexo. Artur não bebe, não fuma e sabe exatamente onde beijar. Pescoço, costas, barriga. Ele beijava e Lola gemia. As mãos grandes e ásperas de Artur atravessavam os limites das roupas e roubavam arrepios em todo seu corpo. Ele tocava cada milímetro de Lola e era como se filamentos de eletricidade ascendessem locais desconhecidos, ou disfarçadamente salvaguardados até então.

Seus dedos e língua passearam por coxas, umbigo, bunda, pegando atalhos sem qualquer censura ou pudor. Seus corpos se chocavam - coincidiam em ritmos frenéticos, suaves e desconexos. Três, cinco, nove...Lola não conseguiu contar os orgasmos daquele dia, mas tinha evidente certeza que queria mais daquilo tudo. Lola era outra pessoa. As amigas até comentavam. Os encontros com Artur estavam a cada dia mais intensos, mas o vínculo entre eles se restringia às mensagens do celular e uma ou duas noites por semana em sua casa. E a frágil relação fora da cama se compensava com a combustão do desejo. Horas de sexo puro. Muitos orgasmos. Sim, poderia ser algo romântico e para sempre – em outra encarnação. 

Lola sabia que Artur jamais seria seu namorado ou companheiro. Simples assim. E é claro que ela sofria com isso. Está no DNA das mulheres! Não há como não sofrer. Bem, mas eu já havia alertado que a história de Lola não é nem de perto um conto de fadas! Mesmo porque eu duvido muito que alguma princesa ou fada tenha uma vida sexual tão deliciosa quanto a dela. Uma noite Lola e Artur estavam trocando mensagens no telefone e a conversa foi ficando quente, com trocas de fantasias eróticas e até algumas fotos sensuais, quando Artur disse que gostava de ser dominado na cama. Lola leu aquilo e enviou a mensagem diretamente ao hipocampo (aquela estrutura no cérebro onde ficam guardadas as memórias). 

Dormiu, acordou. Logo cedo mandou uma mensagem para Artur: “é de uma dominadora que você estava falando? Você gosta de ser comandado e castigado?” Tantas e tantas coisas passaram pela cabeça de Lola! Não sabia nada sobre o assunto. “Ele fazia parte de uma seita que reúne pessoas doentes? São essas coisas que acontecem só em filmes?” Lembrou de “De olhos bem fechados” e deu uma gargalhada alta. Ela é fã do Kubrick. Foi para a internet pesquisar ansiosa e excitada. Aquela declaração de Artur veio de forma tão louca e ao mesmo tempo soou tão natural, tão humana. 

Afinal o que é sexo? Para Lola, um encontro de corpos. Amor e paixão fazem parte, mas não estão sempre juntos. Lola já estivera com ótimos parceiros, e já foi apaixonada por homens de poucos recursos sexuais (não estou falando de anatomia, certo?!) Apesar de ter se sentido ingênua diante de uma pessoa tão mais nova, a mulher ficou interessadíssima naquilo. Bondage, submissão, dominação, disciplina – algumas palavras que nem existiam no seu vocabulário, e, agora uma porta foi aberta para um mundo totalmente desconhecido de Lola. Sem qualquer relutância, Lola se entregou de corpo e mente nesta misteriosa e inédita dimensão sexual. O próximo encontro estava submerso em um clima extremo de malícia. Lola já estava ciente do seu papel e o que fazer. Ela, a dominadora, ou dominatrix, é quem vai mandar e comandar o seu submisso. E ele, como bom submisso, vai obedecer. “Pode tirar a roupa e sentar!” Foi sua primeira ordem! Entrou no banheiro, respirou, se olhou no espelho e pensou. “Acho que nasci para isso!” Deu uma risadinha e voltou para a cena. Artur foi amarrado com uma fita de cetim preta e Lola, de lingerie de renda preta se sentou em cima dele. Olhava dentro dos seus olhos buscando algum motivo consciente para tudo aquilo. Ele não emitia qualquer som ou expressão (ele realmente não era do tipo falante). Lola, a dominadora, ainda olhando fixo para o rosto de Artur, acertou um tapa em sua bochecha. Nada. Nem um ruído. Lola estava borbulhando por dentro. Algo jamais sentido estava tomando seu corpo e sua cabeça. Outro tapa, agora um pouco mais forte. Outro e outro. “Isso é totalmente libertador! Nunca me senti assim!” Então Lola continuou. Foi a vez da vela. Derramou aquela parafina nas costas, barriga, virilha e adjacências de Artur. Ele ainda amarrado e seus olhos hipnotizados não se desviavam dos olhos dela. Lola sentia tudo. Artur sentia tudo. Era como se estivessem num outro plano, um estado alterado de consciência. Lola deu banho em Artur como se ele fosse um boneco e ela estivesse brincando de casinha. 

Depois o fez se ajoelhar e mandou-o beijar seus pés. Artur muito obediente seguiu direitinho aos comandos de Lola. Então fizeram o mais quente sexo da vida dos dois e se despediram com um beijo demorado. Essa foi a última vez que Artur e Lola se viram. Na semana seguinte Lola reencontrou um antigo namorado e os dois resolveram tentar mais uma vez. Artur continuou em sua locadora por algum tempo, mas decidiu colocar a mochila nas costas e se perder pelo mundo. A última notícia que tive de Lola, poucos dias antes de escrever esta história, foi que ela estava em Londres atendendo à riquíssimos executivos em sessões de dominação. Os homens mais ricos da Europa visitam Lola para se submeterem a tudo aquilo que a enche de prazer e dinheiro.

31 de agosto de 2015

UNA OS PONTOS E VEJA A FIGURA COMPLETA - Reflexões ao pé da arara




Não sou feminista e nem acredito na igualdade dos sexos. Homem é homem, mulher é mulher. O que acredito é que todos os seres merecem amor, respeito, compaixão. Independentemente de serem machos, fêmeas, homens, mulheres, outra opção, cão, gato, formiga, etc. Mas há um fenômeno estranho por aí, há uma agressividade no ar. E quem é fisicamente mais forte, em geral? O homem. Quem pode usar da força física para intimidar? O homem.

Vamos por partes. Acho que a nova geração masculina está sofrendo muito, está super-confusa sem saber mais o que é esperado que façam e que não façam. As mulheres estão alçando voos cada vez mais altos e, por vezes, atropelando os pobres dos rapazes, arrancando a masculinidade deles com o bico. Isso é problemático e as consequências de uma geração com desequilíbrio de poder baseado no sexo são bem visíveis. Que o digam as mulheres que sofrem discriminação. Enquanto isso, os homens de uma certa idade estão passando também por problemas semelhantes. Eles são fruto de uma geração em que mulher "sabia seu lugar". Hoje, as mulheres sabem qual é o seu lugar: em todos os lugares. Enquanto isso, esses homens estão envelhecendo e perdendo o poder, consequência do envelhecimento. Só que são da época em que valia a força bruta e a opressão, "a última palavra é minha", e precisam colocar a culpa da perda do poder em algo pra ficar mais fácil lidar com ela. Freud explica. Como não li Freud, na minha opinião a perda do poder dessa geração masculina e o medo dessa perda são grandes responsáveis pelo aumento da agressividade assustadora atual.

Um exemplo: um prédio cujo ex-síndico (homem) ficou no cargo por muitos e tantos anos. Há poucos anos, houve nova eleição e um novo síndico tomou posse. Não, uma nova síndica com auxiliares também mulheres tomou posse. Foi aí que a coisa se complicou. A nova síndica, uma pessoa educada e bem-intencionada, queria fazer algumas reformas que há anos não eram feitas. Propôs. A turma antiga (homens, digamos entre 50-70 anos) não gostou. Barrou. Criticou. Condenou. "Lobbeou". A síndica se manteve forte, conseguiu adesões, conseguiu fazer algumas mudanças. A turma antiga se enfureceu. A coisa se complicou mais. Vencida a palavra, partiram para a força bruta. Intimidação. Ameaça. Dedo na cara. Boatos. Acusações. Vaca e outras coisas. Um morador que foi proibido de usar o elevador do prédio há vários anos porque o usava para fins comerciais resolveu agora "reconquistar meu direito". A síndica está cansada, decepcionada, desiludida.

Outro dia, uma moradora e sua filha foram intimidadas na porta desse prédio porque a filha reclamou com um morador e membro da antiga administração do prédio do barulho que o neto dele de 10 anos faz até meia-noite, uma hora da manhã, toda noite, há 2 anos. O intimidador, tio da criança que nem mora no local, disse: "Meu pai ficou muito nervoso". (Com certeza porque ofendeu a mãe e a filha que foram lá com o maior tato e gentileza conversar com o morador). "Quando você for embora, vou infernizar a vida de seus pais". Pais que estão na faixa dos 80. Se em vez de mãe e filha fossem pai e filho na porta do prédio, teriam sido ameaçados assim?

Na mesma semana, uma mulher de 70 e tantos anos saía do Mercado Central. O sinal para os carros fechou e ela começou a atravessar. Um carro avançou mas teve que parar no cruzamento. Quase atropelou-a, que se assustou e reagiu batendo no carro  do motorista. Não que ela estivesse certa ao fazer isso, mas foi uma reação ao susto e ao quase atropelamento. Quando o vidro escurecido abriu, o motorista era uma motorista que disse as maiores barbaridades para a pessoa que ela quase atropelou. Chamou-a de "velha" e mais coisas. Se fosse um "velho", um homem mais alto e forte, ela teria feito o mesmo? Por que ela acha que não tem problema ofender uma mulher mais velha? E os filhos dela que estavam no carro, que lição aprenderam?
Por isso, acho errado pais xingarem, na frente dos filhos, uma mulher usando palavrões horrorosos como meio de "protesto". Não me lembro de ter visto nenhum homem público ser xingado assim antes. Nem o suíno. Nem os traficantes com sobrenome.

As pessoas estão reivindicando o direito de opinar e se esquecendo de duas coisas: do respeito à opinião alheia e da ação e reação. Tudo que você faz afeta, de uma forma ou de outra, alguma pessoa, o ambiente, o mundo. Se você joga uma casca de banana na rua, alguém pode escorregar e se machucar. Pode ser até um parente seu. Se você desrespeita uma idosa na frente de seu filho, quando você estiver com seus 70 anos talvez seu filho faça o mesmo. Se você xinga uma mulher que, fisicamente, é mais fraca, quem garante que sua filha não apanhará do namorado? Porque o namorado também viu a mãe sendo agressiva com outra mulher e aprendeu a lição. Tudo que vivemos está conectado com o que outras pessoas vivem, com o mundo, com tudo. O erro é achar que podemos fazer o que quisermos sem que nossas ações afetem outras pessoas.

A agressividade está lá fora e aqui dentro, mas culpar uma única pessoa não é a solução. Culpar uma única situação não é a solução. A solução é a compreensão de que todos queremos ser felizes, todos sofremos, todos somos ignorantes da natureza real da nossa existência; de que tudo que fazemos tem consequência; e que todos merecemos amor e respeito. Todos. Porque a partir do momento  que a gente achar que uma pessoa "merece" ser xingada, caluniada, ameaçada, desrespeitada e agredida, por pior que ela seja, estamos nos igualando a ela. Estamos dando exemplo a crianças e perpetuando uma situação. Aí a coisa não vai ter mesmo final feliz.


17 de junho de 2015

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